quarta-feira, 12 de setembro de 2012

FANATISMO - Político

...FANATISMO - (POLÍTICO) Como em todas as cidades Brasil afora, também se insere a nossa, entre aquelas em que acima da vontade política do eleitor, existe a predisposição pra "enDEUSar" candidatos, atribuindo-lhes qualidades que sabidamente são virtudes inerentes aos homens honestos. Enquanto a mídia enaltece o "candidato ficha limpa", aqueles que deveriam fazer cumprir com lisura essas leis tão bem-vindas, as burlam, e acima do bem e do mal, referendam como postulantes a cargos eletivos, suspeitos de fraudes e de improbidade administrativa. Como já dizia Boris Cazoy e por certo se aqui estivesse, falaria: "Isso é uma vergonha" Não tenho a pretensão do dom da clarividência, entretanto, antevejo o resultado das próximas eleições, até pela postura anti-ética de candidatos que roubam, mormente em época de campanha política, a consciência dos eleitores, em sua maioria, inscientes, que induzidos por eles, vendem a única arma democrática de defesa que possuem; seu voto! Indubitavelmente, vencerá também nas urnas, aquele que apesar de ser considerado presa fácil, com competência e segurança, souber se impor perante os seus adversários. A convicção do êxito será pertinente àquele que despojado do assédio habitual, artifício utilizado por muitos, fizer amigos correligionários, e não apenas, vis, seguidores fanáticos. Como agentes motivadores do fanatismo, destaco: futebol, religião e política. Dos três, o mais pernicioso deles, o político, consegue anular do incauto eleitor, sua identidade, e o escraviza. Senhor das verdades, ele não é capaz de discernir o "bem do mal", ou ainda, num lampejo de sanidade, aceitar de cidadãos normais, sugestões e críticas construtivas. Do fanático político, qual navalha, sua língua fere, e dos sulcos deixados, poucos deles cicatrizam. Falaz, sorri como uma hiena, e a sua postura lembra o bote de uma cascavel. Afeito à subserviência, seus frutos políticos são de serventia discutível, inda que seja visto pelo grupo, como elo de sustentação. Qual uma cobra cega, serpenteia, mas não assusta. Fanatismo é um caso de saúde pública, e os portadores dessa doença, que nem sempre são pessoas incultas, como doentes, deveriam ser tratados. Muitos deles, não raro, ostentam diploma acadêmico, mas são marionetes, e como bonecos, são manipulados. Nas campanhas, desprezam antigas amizades, mas idolatram qual um ídolo, o candidato. É decepcionante ver que à semelhança dos Eleitores Fanáticos, também os Puxa-Sacos, por "escusas motivações", se rendem aos benefícios de candidatos ímprobos e corruptos. A "Paixão" doentia que povoa a mente de um Fanático Político, lhe rouba os sentimentos, tira dele o sentido real da palavra Justiça, e destrói valores que deveriam ser preservados: - Amor a si Próprio, à Democracia e ao Cidadão, inda que seja ele seu adversário político! Por Rômulo > 09/2012